WORLD ANTHROPOLOGICAL UNION

CONGRESS 2024​

SELECTED PANEL

( pn3 )

Current challenges and debates in the field of health and medical anthropology: local, regional, and global processes

Organizers

    Agostina Gagliolo

    Argentina

    Conicet Argentina

    Online - Presence

    Ramiro Andres Fernandez Unsain

    Brazil

    Unisantos Catholic University of Santos

    Face to Face/ On Site - Presence

    Julia Puzzolo

    Argentina

    National University of Rosario

    Online - Presence

    Alejandra Rosario Roca

    Argentina

    University of Buenos Aires

    Face to Face/ On Site - Presence

IUAES Affiliation: Anthropology of Pandemics

IUAES Affiliation: Medical Anthropology and Epidemiology

Keywords:

Health, Disease, Care, Inequalities, Anthropologies

Abstract:

Worldwide, epidemiological and socio-health scenarios are crossed by the persistence of deep inequalities. If, in the Global North, inequalities are becoming more and more ostensible, in the Global South, there is a deepening of the precariousness of life that shapes disease-health-care processes transversally. In this sense, the COVID-19 pandemic, as a global and simultaneous event, sharpened and highlighted tensions between global processes and local/regional responses and realities. In this context, different perspectives and epistemologies of health, in constant tension, struggle to occupy socio-health spaces where hegemonic and counter-hegemonic practices coexist, unfold, and overlap. Various anthropological perspectives have addressed these tensions, paying attention to heterogeneous local/regional configurations in relation to local history (with emphasis on colonialism and its consequences) and regional and global health policies, thus exploring the complexities involved in these processes. In this framework, taking health-disease-care processes as a starting point has allowed us to deepen the understanding of contemporary global, regional, and local practices of socio-health governance, through a myriad of pre-institutional/institutional/post-institutional dynamics and logics where health policies and their relation to with multiple forms of inequity are intercepted, articulated and tensioned. Together with this, researchers have explored how these realities cross and constitute the lives of subjects and social groups, addressing collective and individual responses to suffering, discomfort, and disease, including the diversity of strategies of care, support, and protection developed to face, resist and/or transform conditions of vulnerability and social exclusion. This work has thrown light on how individual and collective strategies developed to survive, inhabit, (re)inhabit, and care for oneself and others emerge in contexts marked by profound inequalities regarding access to care and fragmented socio-sanitary systems. These perspectives, anchored in local processes and concrete empirical problems, allow us to address a broader set of economic, political, technical, symbolic, and social issues that encompass and are expressed through health-disease-care processes involving national and plurinational states, as well as populations, governmental and non-governmental actors, global policies and agencies and local institutions, health professionals and advocacy groups, and non-hegemonic minority collectives. This panel aims to create a space for mutual exchange and reflection for researchers linked to the fields of health or medical anthropology around the following topics: a. Hegemonic and counter-hegemonic relations in global-regional-local socio-health networks and north-south relations. b. Public policies, programs, institutions, and devices of medical attention, prevention, and care. c. Processes involving vulnerability and social suffering regarding health or socio-sanitary issues: individual and collective responses. d. The experience of illness, local attention networks, care, and self-care. e. Health, illness-disease, care, and self-care processes in non-hegemonic minorities. f. Embodiment, subjectivities, biotechnologies, and intersectionalities.

Português

Desafios e debates atuais no campo da saúde e da antropologia médica: processos locais, regionais e globais

A nível mundial, os cenários epidemiológicos e sociossanitários são atravessados pela persistência de profundas desigualdades. Se, no Norte Global, as desigualdades estão se tornando cada vez mais ostensivas, no Sul Global, há um aprofundamento da precariedade da vida que molda transversalmente os processos de doença-saúde-cuidado. Nesse sentido, a pandemia da COVID-19, como um evento global e simultâneo, aguçou e acentuou as tensões entre os processos globais e as respostas e realidades locais/regionais. Nesse contexto, diferentes perspectivas e epistemologias da saúde, em constante tensão, lutam para ocupar espaços sociossanitários onde práticas hegemônicas e contra hegemônicas coexistem, se desdobram e se sobrepõem. Várias perspectivas antropológicas abordaram essas tensões, prestando atenção às configurações locais/regionais heterogêneas em relação à história local (com ênfase no colonialismo e suas consequências) e às políticas de saúde regionais e globais, explorando assim as complexidades envolvidas nesses processos. Nessa estrutura, tomar os processos de saúde-doença-cuidado como ponto de partida nos permitiu aprofundar a compreensão das práticas globais, regionais e locais contemporâneas de governança sociossanitária, por meio de uma miríade de dinâmicas e lógicas pré-institucionais/institucionais/pós-institucionais em que as políticas de saúde e sua relação com as múltiplas formas de desigualdade são interceptadas, articuladas e tensionadas. Junto com isso, os pesquisadores exploraram como essas realidades atravessam e constituem a vida dos sujeitos e grupos sociais, abordando as respostas coletivas e individuais ao sofrimento, ao desconforto e à doença, incluindo a diversidade de estratégias de cuidado, apoio e proteção desenvolvidas para enfrentar, resistir e/ou transformar as condições de vulnerabilidade e exclusão social. Esses trabalhos lançaram luz sobre como as estratégias individuais e coletivas desenvolvidas para sobreviver, habitar, (re)habitar e cuidar de si mesmo e dos outros emergem em contextos marcados por profundas desigualdades em relação ao acesso ao atendimento e a sistemas socio-sanitários fragmentados. Essas perspectivas, ancoradas em processos locais e problemas empíricos concretos, nos permitem abordar um conjunto mais amplo de questões econômicas, políticas, técnicas, simbólicas e sociais que abrangem e são expressas por meio de processos de saúde-doença-cuidado que envolvem estados nacionais e plurinacionais, bem como populações, atores governamentais e não governamentais, políticas e agências globais e instituições locais, profissionais de saúde e grupos de defesa e coletivos de minorias não hegemônicas. Assim sendo, este painel tem como objetivo criar um espaço de intercâmbio e reflexão mútua para pesquisadores ligados às áreas de saúde ou antropologia médica em torno dos seguintes tópicos: a. Relações hegemônicas e contra hegemônicas em redes sociossanitárias globais-regionais-locais e relações norte-sul. b. Políticas públicas, programas, instituições e dispositivos de atenção, prevenção e cuidado médico. c. Processos que envolvem vulnerabilidade e sofrimento social em relação a questões de saúde ou sociossanitárias: respostas individuais e coletivas. d. A experiência da doença, as redes locais de atenção, o cuidado e o autocuidado. e. Processos de saúde, doença, cuidado e autocuidado em minorias não hegemônicas. f. Incorporação, subjetividades, biotecnologias e interseccionalidades.