WORLD ANTHROPOLOGICAL UNION

CONGRESS 2024​

SELECTED PANEL

( pn61 )

Friendship as a Feminist Proposal: New Approaches to the Anthropology of Gender, Kinship and Affects

Organizers

    Margaret Louise Bullen

    United Kingdom

    University of the Basque Country

    Face to Face/ On Site - Presence

    Tchella Fernandes Maso

    Brazil

    Universidad de Brasília/ Universidad Federal de Roraima.

    Online - Presence

IUAES Affiliation: Global Feminisms and Queer Politics

Keywords:

Friendship. Feminism, Politics, Affect, Reciprocity

Abstract:

In this panel, we invite reflections on friendship as a feminist proposal and a field of anthropological research, as an alternative way of perceiving social and kinship relations, breaking with more traditional approaches to fundamental aspects of life such as care, mutual support and activism, but also as a source of pleasure and fun. In the social sciences, friendship has been studied less than other interpersonal bonds (couple, sex-affective or maternal-filial relationships). Among the works (in Spanish) that initially focused on friendship, an author of obligatory reference is Josepa Cucó who reviewed anthropological studies on friendship in her book La Amistad. Persepctiva antropologica (1995). She identified certain distinctive elements of friendship ties, such as: it is a voluntary and long-lasting bond between individuals or group; it is ritualized; and t is reinforced or expressed in a system of reciprocal obligations and trust (1995: 34). In another classic book, The Anthropology of Friendship (Sandra Bell and Simon Coleman, 1999), we have an analysis of the basic assumptions of friendship from an intercultural and comparative perspective that questions the characteristics of the Western notion of friendship. As Beatrice Gusmano points out, in recent years friendship has become "a legitimate subject of sociological analysis" (2018: 91) and we have witnessed an increase in research on friendship, especially in feminist and LGBTI studies. According to Bell and Coleman (1999), this increase is due to changes in the role of friendship in the transformations of intimacy in the social and political context of globalization; particularly feminist and LGBTI collectives' reflection on forms of collective life as an alternative to the traditional model of the family as the only refuge of recognition and support. We invite studies which elucidate the role of friendship in dynamic social networks and relationships where it acquires either a specifically political or affective dimension, where, through friendship, the boundaries and hierarchies of gender, origin, kinship, sexuality and the production of knowledge are dislocated and challenged. Particularly welcome are contributions that focus on the experiences and strategies of (re)subjectivation and resistance of social collectives (women, LGBTI+ persons, migrants…) who are redefining classical notions of family, affection and reciprocity, and putting into practice alternative ways of conceptualising friendship and kinship, as they contest the deficit of social and political recognition.

Portuguese

A AMIZADE COMO UMA PROPOSIÇÃO FEMINISTA: NOVAS LEITURAS APLICADAS À ANTROPOLOGIA DO GÊNERO, PARENTESCO E AFETOS

Neste painel, são bem-vindas reflexões sobre a amizade como proposta feminista e campo de pesquisa antropológica, como forma alternativa de perceber as relações sociais e de parentesco, rompendo com abordagens mais tradicionais de aspectos fundamentais da vida, como cuidado, apoio mútuo e ativismo, mas também como fonte de prazer e diversão. Nas ciências sociais, a amizade tem sido menos estudada do que outros vínculos interpessoais (relações de casal, afetivo-sexuais ou materno-filiais). Entre os trabalhos (em espanhol) que inicialmente se concentraram na amizade, uma autora de referência obrigatória é Josepa Cucó, que revisou os estudos antropológicos sobre amizade em seu livro La Amistad. Perspectiva antropológica (1995). Ela identificou alguns elementos distintivos dos laços de amizade, tais como: é um vínculo voluntário e duradouro entre indivíduos ou grupos; é ritualizado; e é reforçado ou expresso em um sistema de obrigações recíprocas e de confiança (1995: 34). Em outro livro clássico, The Anthropology of Friendship (Sandra Bell e Simon Coleman, 1999), temos uma análise dos pressupostos básicos da amizade a partir de uma perspectiva intercultural e comparativa que questiona as características da noção ocidental de amizade. Como aponta Beatrice Gusmano, nos últimos anos a amizade se tornou "um assunto legítimo de análise sociológica" (2018: 91) e testemunhamos um aumento na pesquisa sobre amizade, especialmente em estudos feministas e LGBTI. De acordo com Bell e Coleman (1999), esse aumento se deve às mudanças no papel da amizade e as transformações da intimidade no contexto social e político da globalização; particularmente a reflexão de coletivos feministas e LGBTI sobre formas de vida coletiva como alternativa ao modelo tradicional da família como único refúgio de reconhecimento e apoio. Convidamos estudos que elucidem o papel da amizade em redes e relacionamentos sociais dinâmicos, nos quais ela adquire uma dimensão especificamente política ou afetiva, nos quais, por meio da amizade, as fronteiras e hierarquias de gênero, origem, parentesco, sexualidade e a produção de conhecimento são deslocadas e desafiadas. São particularmente bem-vindas as contribuições que enfocam as experiências e estratégias de (re)subjetivação e resistência de coletivos sociais (mulheres, pessoas LGBTI+, migrantes...) que estão redefinindo as noções clássicas de família, afeto e reciprocidade e colocando em prática formas alternativas de conceituar a amizade e o parentesco, à medida que contestam o déficit de reconhecimento social e político.

AMIZADE, FEMINISMO, POLÍTICA, AFETO, RECIPROCIDADE